Uma mulher de 21 anos que se apresentava como um garoto adolescente para assediar sexualmente meninas adolescentes foi condenada a oito anos de prisão.

O caso incomum e bizarro aconteceu no Reino Unido e foi noticiado pela BBC.

Gemma Watts se declarou culpada em 28 de novembro de 2019 por sete acusações relacionadas ao abuso sexual, tendo sido reconhecida por quatro vítimas. Ela recebeu sua sentença em Winchester Crown Court no último dia 10 de janeiro.

Watts, que é de Enfield, atraía suas vítimas se passando por um garoto de 16 anos chamado “Jake Waton” ou “Jake Watton” em redes sociais como Facebook, Snapchat, Yubo e Instagram. Como “Jake Waton”, ela trocava fotos íntimas com as vítimas antes de encontrá-las em diversos locais da Inglaterra.

Nas fotos usadas em seu perfil fake, Gemma se disfarçou escondendo o cabelo em um coque em um boné de beisebol, além usar de roupas masculinas para compor o visual de “Jake”, informa a BBC News.

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A polícia acredita que Watts pode ter encontrado com até 50 meninas adolescentes. Todas as suas vítimas acreditavam que estavam em um relacionamento com o suposto adolescente que na realidade era uma mulher adulta.

Uma investigação foi iniciada depois que uma das namoradas de Gemma Watts se manifestou finalmente. A polícia começou a investigar o crime depois que uma das vítimas de 14 anos de Watts disse a um médico que havia sido assediada sexualmente por seu namorado mais velho, Jake Waton, isso em abril de 2018.

A investigação revelou que Jake Waton era na verdade Gemma Watts. Foi então que a polícia também descobriu mais duas vítimas, ambas com menos de 18 anos.

A polícia revistou a casa de Watts em julho de 2018 e ela foi presa por agressão sexual e aliciamento de suas vítimas adolescentes. Mais tarde, ela admitiu os crimes.

A polícia elogiou a coragem das vítimas e suas famílias em buscarem justiça e se exporem. Muitos casos de assédio e abuso acabam não sendo investigados por medo, culpa ou vergonha das vítimas e/ou suas famílias.

A investigadora Philippa Kenwright disse que Watts havia induzido suas vítimas adolescentes a acreditar que estavam em um relacionamento com alguém em quem podiam confiar.

“Ela então formou relações físicas nas quais criou uma rede de mentiras e enganos, cometendo crimes sexuais”, acrescentou Kenwright.

“As crianças são particularmente vulneráveis ​​à exploração on-line com o aumento do uso de redes sociais e há um risco real de que qualquer contato com um estranho on-line possa levar uma criança a conhecer um agressor pessoalmente”, afirmou a polícia à imprensa.

E lembrou: “Este caso demonstra a dura realidade e é surpreendente o quão longe Watts foi em suas mentiras para conseguir finalmente abusar das garotas que foram vítimas de seu jogo”.

A investigadora Philippa Kenwright ainda afirmou sobre a sentença proferida: “Estou satisfeita por Watts ter recebido uma sentença de prisão. Quero que as vítimas saibam que não são os culpadas e espero que agora possam seguir com suas vidas em frente apesar de tudo.”

Além da condenação, Watts foi colocada no lista de Registro de Abusadores Sexuais por toda a vida, e deve lá seu nome permanecer até mesmo depois de cumprir a sua pena.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).