Um integrante transgênero da Marinha dos Estados Unidos foi admitido na instituição pela primeira vez desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proibiu as forças armadas do país de admitirem pessoas trans.

A discriminatória proibição de Trump entrou em vigor em abril de 2019, quase dois anos depois que o presidente anunciou sua intenção de excluir todas as pessoas trans das forças armadas.

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Segundo reportagem do Portal Pink News, a marinha confirmou à CNN que “o secretário interino da Marinha aprovou um pedido específico de isenção relacionado ao serviço militar por militares com ‘disforia de gênero'”, disse a porta-voz Brittany Stephens.

Sendo assim, a medida se torna um verdadeiro golpe na tentativa transfóbica de Donald Trump, garantindo pela primeira vez a um integrante trans o direito a servir a marinha no gênero de acordo com a sua identidade.

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Segundo ela explicou, “um militar transgênero – cuja identidade não foi revelada na reportagem – solicitou uma renúncia para servir no seu gênero preferido” e “conseguiu alteração em seu gênero e permissão para ter uniformes e roupas correspondentes”, vivendo e trabalhando conforme a sua identidade.

Os militares transgêneros têm uma história complicada nas forças armadas dos EUA. Eles eram impedidos de servir até 2016, quando o governo democrata Barack Obama pôs fim à proibição transfóbica.

No governo republicano seguinte, em julho de 2017, Trump anunciou no Twitter que pretendia proibir todas as pessoas trans de servirem nas forças armadas. Sua alegação na época era de que militares trans geravam custos extras por questões médicas e de hormonização, o que se provou mentira pela Justiça americana.

Mesmo assim e com muitos protestos contra, no final das contas a medida de Trump foi aprovada e cerca de 13.700 membros das forças armadas – exército, marinha e aeronáutica – americanas foram dispensados somente por serem transgêneros.

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De acordo com a lei de Trump, uma pessoa trans só poderá servir as forças armadas dos Estados Unidos se concordar em suprimir sua identidadede gênero vivendo conforme seu sexo biológico, caso contrário será exonerada.

A Marinha anunciou posteriormente que os membros do serviço teriam permissão para viver de acordo com seu gênero, mas depois a Academia Naval dos EUA disse mais tarde que impediria os pessoas trans de se inscreverem em 2020.

O lance agora sinceramente é torcer por um governo progressista e não retrógrado, que anule a decisão de Trump em um futuro próximo. Questão de tempo… se é muito ou pouco, depende muito do resultado das próximas eleições americanas.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).