De acordo com um estudo do Williams Institute, dos Estados Unidos, cerca de 114.000 dos 700.000 casais homoafetivos que vivem juntos, tem crianças.

Dentre os casais de gays e lésbicas com filhos, 21,4% adotaram filhos. Enquanto isso, entre casais heterossexuais a taxa chega a apenas 3% com filhos adotados.

Em números gerais, 2,9% dos casais homoafetivos tem crianças adotadas enquanto entre casais heterossexuais o número chega a no máximo 0,4%.

Claro que o maior número de casais gays adotando se deve ao fato de biologicamente, estes precisarem de ajuda de barriga de aluguel, barriga solidária ou fertilização in vitro para realizarem o sonho da paternidade ou maternidade se não for por adoção (diga-se de passagem, geralmente crianças geradas e deixadas por heterossexuais).

Vários estudos já comprovaram que filhos de pais gays ou mães lésbicas, sejam biológicos ou adotados, se saem tão bem, se não melhor, do que seus pares heterossexuais em seu desenvolvimento. Aliás, estes normalmente são crianças muito desejadas, e principalmente, planejadas por seus pais.

Até porque um casal de gays ou lésbicas não tem como ter um filho por acidente ou falta de planejamento.

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Veja também:


O pesquisador de saúde, Shoshana Goldberg, principal autor do relatório, ressalta a importância de leis que protejam e garantam a adoção e promoção de adoção por casais do mesmo sexo: “Sem essas políticas, uma população qualificada de futuros pais e mães pode não ter acesso igual a agências e serviços de bem-estar infantil financiados pelo governo.”

Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).