Na madrugada do último dia (01), Rodrigo Santos, 23 anos, foi brutalmente assassinado por um homem em bar na periferia de Salvador. De acordo com muitos relatos, o assassino era bastante conhecido no bairro por implicar com homossexuais.

Muitas testemunhas que moram no local em que o crime aconteceu, relataram ao site do UOL que o agressor sempre agredia, de forma verbal ou física, gays da comunidade. Inclusive, uma semana antes de assassinar Rodrigo, ele teria atirado pedras num outro homossexual do bairro.

Já o assassinato de Rodrigo, teria acontecido após ele negar dar R$ 10 para o assassino em um bar no bairro de Fazenda Coutos. “Quando a gente abriu a segunda garrafa, veio esse elemento e pediu um litrão. Prontamente, por educação — porque não tínhamos obrigação — demos o litrão. Depois, quando a gente foi ao banheiro, ele me pediu R$ 10. Falei que não tinha, e Rodrigo disse que a gente não ia dar porque não tinha obrigação. Foi quando ele falou: ‘É o quê? Não estou falando com você, seu viadinho'”, conta David, 21 anos, que testemunhou o crime.

Após o episódio, o assassino agrediu Rodrigo com uma facada no pescoço. Ele chegou a ser socorrido no Hospital do Subúrbio, onde ficou internado por seis dias. “Ele levou uma facada só, mas foi no pescoço e cortou a veia que bombeia o sangue do coração para o cérebro. Ele não resistiu”, conta a mãe de Rodrigo, a costureira Giovani Maria Abreu dos Santos, 39 anos, ao site Universa da UOL.   

Foto de Rodrigo – acervo pessoal

De acordo com ela, Rodrigo era um filho com ela podia contar para tudo. “Eu estou arrasada porque meu filho era tudo: ele me ajudava, e eu o ajudava. Era ele quem me dava autoestima. Foi uma coisa que nunca imaginei, perder meu filho de uma forma dessas, um menino novo. É muito doloroso”, lamenta.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Agora, a Polícia Civil investiga o caso e o suspeito está foragido. Vale ressaltar que o Grupo Gay da Bahia acompanha o andamento das investigações para cobrar justiça. “Nos unimos de coração destroçado a essa família nesse momento de dor insuportável, quando se perde um ente querido por ato fútil e brutal como este”, disse Marcelo Cerqueira, presidente da instituição.