Madalena Leite, ex-vereadora, 64 anos, foi encontrada morta na madrugada desta quarta-feira (7) em Piracicaba (SP). Segundo o G1, a Polícia Militar informou que seu corpo foi encontrado na casa onde morava com sinais de violência. Madalena se tornou a primeira travesti eleita vereadora na história da cidade.

O boletim de ocorrência afirma que um de seus vizinhos localizou o corpo da ex-vereadora no sofá da sala. O vizinho, que possuía a chave do imóvel por ser um amigo próximo e frequentar a casa, encontrou o portão da frente somente encostado, ao entrar, viu o corpo e acionou a polícia de imediato.

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A irmã de Madalena Leite, Maria de Fátima Ferraz, disse à equipe ao G1 que havia percebido que a irmã andava estranha e suspeitava que algo estaria acontecendo. Vizinhos de Madalena ficaram abalados com o crime e pediram justiça pela vítima, considerada um ícone na cidade e conhecida por seu trabalho comunitário de décadas.

“Até ontem a gente estava aqui brincando com ela. Não tem o porquê acontecer isso com ela. Porque era uma pessoa muito excelente, ajudava a molecada aqui do bairro, fazia festa”, contou a vizinha Maria Lucimar Almenara.

Madalena Leite tem história no ativismo trans

Madalena leite foi eleita vereadora no pleito de 2012, quando recebeu 3.035 votos e teve o segundo melhor desempenho do PSDB nas eleições, levando a bagagem de 25 anos como líder comunitária e era considerada um ícone na cidade.

Madalena trabalhou desde a adolescência como cozinheira e faxineira em casas de família e repartições públicas. Como líder social, foi presidente do centro comunitário do bairro Boa Esperança e foi candidata a vereadora quatro vezes (1988, 2004 e 2008 e 2012), obtendo os votos suficientes para se eleger no último.

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