O mercado de trabalho ainda é uma questão extremamente difícil para a comunidade LGBT.

Pra começo de conversa, a letra da sigla que mais sofre, e na maior parte das vezes ainda não consegue QUALQUER colocação profissional, sem dúvidas são as pessoas trans.

Mas será que a situação está mais fácil para quem é gay ou lésbica? Certamente menos difícil que para pessoas trans nos dias de hoje, mas ainda é uma dificuldade, foi o que revelou um estudo britânico do IZA Institute of Labor Economics, com quase 650 mil adultos.

Cargos de gerência e direção ainda são mais difíceis de se alcançar par aquem é gay. Homens gays e mulheres lésbicas ainda encontram um teto de vidro quando se trata de promoções e perspectiva de carreira.

Ainda que o estudo tenha comprovado que, estatisticamente, maior parte dos homens gays costuma ter desempenho superior aos homens heterossexuais em cargos de gerência (nem tanto por habilidade, mas talvez uma auto-cobrança justamente por ser LGBT e saber o preconceito que sofre sendo duas vezes mais olhado e julgado muitas vezes).

O estudo concluiu: “Homens gays têm uma probabilidade significativamente menor do que os homens heterossexuais estatisticamente de estar nas posições gerenciais de mais alto nível que vêm com status e remuneração mais altos”.

O motivo? O estudo afirma que é devido à discriminação no ambiente de trabalho. O mesmo efeito existe para as lésbicas , mas é “notavelmente mais fraco” nos cargos de gerência.

“Homens e mulheres bissexuais também têm ambos uma probabilidade significativamente menor do que adultos heterossexuais similares para ter qualquer tipo de autoridade no local de trabalho”, isso devido a preconceito e falta de confiança e/ou respeito mesmo com estas pessoas.

O estudo ainda afirma que, adicionando diferenças raciais às estatísticas, a diferença é ainda mais gritante considerando LGBTs negros.

Então, como podemos combater essa disparidade gritante?

O estudo disse: ‘Trazendo mais minorias sexuais, mulheres e não-brancos em cargos gerenciais potencialmente aumentam o acesso para aqueles que estão mais para baixo na escada gerencial e de supervisão – com características semelhantes – a serem promovidos.

“Tal como acontece com a representação de mulheres e grupos minoritários em conselhos de administração, existe o potencial de mudar para um resultado mais representativo de forma mais ampla dentro da organização”, conclui a pesquisa.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 100 milhões de visualizações e 800 mil inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).