De acordo com a nova pesquisa realizada pela rede social Hornet, um em cada três homens gays e bissexuais relatam estarem vulneráveis ​​em casa durante o período de isolamento social do coronavírus, com 30% dos quase 3.500 entrevistados, incluindo homens trans, afirmando se sentir física ou emocionalmente inseguros em suas próprias casas.

O questionário, realizada para a Thomson Reuters Foundation, foi enviado para os 30 milhões de usuários do Hornet em todo o mundo. O maior número de resposta foi proveniente dos países: 18% vieram do Brasil, 10% da França, 10% da Rússia e 9% da Turquia.

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Os entrevistados ainda afirmam que o isolamento social afetou a sua saúde mental, com 72% sofrendo ansiedade desde o início da pandemia e 24% se sentindo muito solitário.

“Pense em como é ter 21 anos e viver com uma família que não apoia e constantemente o pressiona a casar com uma mulher. Temos que nos desafiar a pensar em como apoiar as pessoas em ambientes onde elas se sentem inseguras”, observa Alex Garner, estrategista sênior de inovação em saúde do Hornet.

Garner acrescenta que possui esperanças de que a comunidade se mobilize, como fizeram durante a epidemia de HIV/ AIDS nas décadas de 1980 e 1990. “Homens gays e bissexuais têm as habilidades necessárias para superar isso, mas precisamos priorizar a saúde mental de nossa comunidade LGBT”, ressalta.

Segundo a Huffpost, Will Nutland, co-fundador da PrEPster, uma organização britânica de saúde sexual LGBT+, conta que a verdadeira escala de problemas de saúde mental só será revelada após a pandemia passar. “Se pensarmos que temos problemas de saúde mental agora, espere até o bloqueio. (Veremos) transtornos de estresse pós-traumáticos, não apenas da comunidade LGBT+, mas da sociedade como um todo”, aponta.

Foto: Unsplash/ Luiz Galvez