“Se eu voltar ao meu país, tenho medo de morrer”. A frase resume a triste realidade de um grupo de refugiadas trans  que busca asilo político nos Estados Unidos da América.

Elas aguardam há meses na fronteira dos EUA com o México por uma liberação do governo americano. “Ir até o muro nos faz lembrar dos sacrifícios que fizemos e da impossibilidade de atravessar para o outro lado”, lamenta Kataleya Naviti Baca.

Refugiadas trans que buscam asilo político nos EUA retidas na fronteira
Refugiadas trans que buscam asilo político nos EUA retidas na fronteira (Foto: Reprodução / DANIELLE VILLASANA)

Kataleya, uma mulher trans de 29 anos, é uma das refugiadas paralisadas em na fila que parou de andar há 11 meses. Ela fugiu de seu país após sofrer com a violência e intolerância na comunidade em que vivia e por parte da própria família.

Kataleya sofreu ameaças de morte e fraturou a clavícula após sofrer uma série de agressões físicas do próprio irmão.

“Ele disse que não pararia até que me visse morta”, relembra Kataleya sobre seu irmão, “até que ele atingisse seu objetivo de me ver em um caixão”, relatou ao National Geographic Brasil.

De acordo com a SinViolencia LGBT, entre os anos de 2007 e 2017, cerca de 4,4 mil pessoas LGBTQIA+ buscaram asilo nos Estados Unidos. A maioria dos pedidos partem de países como Honduras, El Salvador e Guatelama.

O programa “Permaneça no México”, criado pelo ex-presidente Donald Trump, obriga que estas pessoas aguardem a resposta dos pedidos de asilo fora do território americano.