Um professor da Archbishop Alter High School, uma escola católica em Ohio, não teve seu contrato renovado após a arquidiocese local ter recebido cópias de sua certidão de casamento, em que ele está casado com outro homem, enviadas por alguém desconhecido.

A escola têm sido duramente criticada pela demissão do professor que já trabalhava na instituição há vinte anos. O diretor Lourdes Lambert disse que a escola não teve escolha por ser “uma escola de propriedade da Arquidiocese”.

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Referindo-se a demissão como “uma circunstância muito infeliz”, Lambert explicou que os professores precisam assinar um contrato de “professor-ministro”, no qual concordam em não se envolver em nenhum comportamento que “esteja em contradição com a moral ou a doutrina social católica”. O contrato menciona especificamente “coabitação fora do casamento, atividade sexual fora do casamento e atividade sexual entre pessoas do mesmo sexo”.

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“Nossas escolas católicas esperam que professores e funcionários sejam testemunhas do ensino da Igreja Católica em palavras e ações. O testemunho público é uma parte crítica da educação católica ”, afirmou um porta-voz da arquidiocese. “Essas expectativas estão claramente articuladas em nossos contratos de professor-ministro”.

O ex-aluno David Beck escreveu no Facebook que foi “uma alma desorientada” quem encontrou a certidão de casamento do professor e a enviou à arquidiocese. David contou ter sido aluno de inglês da vítima e relatou que ele se casou em 2016 logo após o casamento igualitário ter sido legalizado.

“É conveniente que ele seja demitido agora, durante a pandemia, para varrê-la com tanta facilidade para debaixo do tapete”, escreveu Beck. “Me lembro de um professor maravilhoso e gentil, com senso de humor e espírito criativo. Ele não deve ser demitido por seu casamento, que, lembremos, é garantido como um direito humano pela Constituição.”

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“Eu frequentei a escola católica por 13 anos e posso atestar que Jesus não aprovaria a Archbishop Alter High School ou o tratamento que a Arquidiocese teve com o professor. Pelo contrário, Jesus abraçou a todos e apenas ensinou amor”, aponta o ex-aluno.

É válido ressaltar que o Estado de Ohio não proíbe a discriminação no emprego com base na orientação sexual. O professor não comentou com a mídia sobre a demissão e solicitou que seu nome não fosse compartilhado.