Um policial trans de Utah, nos Estados Unidos, está processando a instituição depois de ser vítimas de ações discriminatório no trabalho o teria levado ao álcool e a ter pensamentos suicidas.

Taylor Scruggs trabalhou no Departamento de Polícia Unificada da Grande Salt Lake (UPD) por dez anos sem problemas, mas quando assumiu ser trans em 2015, começou a enfrentar dificuldades. Scruggs alega que os colegas de trabalho começaram a fazer comentários maliciosos e hostis, e que um sinal de “Somente Homens” foi colocado em um banheiro anteriormente unissex.

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O ex-oficial diz que também foi privado da ajuda de superiores e foi designado a “tarefas menores”. Além disso, também teria sido impedido de acessar os cuidados relacionados à transição, como hormônios e outros medicamentos, sob a política de assistência médica da instituição que permite a terapia de reposição hormonal e a cirurgia genital somente para pessoas cisgêneros, mas exclui expressamente a cobertura desses tratamentos quando prescritos para transição de gênero.

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Falando ao The Salt Lake Tribune, Scruggs disse: “Eu me senti realmente sozinho, como se não estivesse sendo apoiado. Eu iria para casa e não sentia mais o mesmo ‘Puxa, você mal pode esperar para se levantar e fazer tudo de novo amanhã'”.

Scruggs explicou que o tratamento hostil o levou a um período na reabilitação em julho de 2018, após ele afirmar ter sido punido por “abuso de licença médica” e mais tarde foi rebaixado. Dois meses depois, ele ligou para uma linha direta de crise suicida, com medo de se matar, desabafando sobre o trabalho. O ex-policial foi demitido em novembro de 2018 e afirma ter sido resultado da ligação que fizera anteriormente.

O departamento disse que contesta as alegações de Scruggs, mas se recusou a comentar publicamente o caso.