A Polícia Militar de Santa Catarina descumpriu uma ordem judicial e não alterou o nome funcional da sargento Priscila Diana, de 43 anos, de masculino para feminino. As informações são do UOL.

Priscila é a primeira mulher trans na PM de Santa Catarina. Há cerca de um ano, ela conquistou na justiça o direito de ter o nome social respeitado pela corporação.

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Transfobia: PM de Santa Catarina não reconhece nome feminino de sargento trans
Transfobia: PM de Santa Catarina não reconhece nome feminino de sargento trans (Foto: Reprodução / Instagram)

A militar já alterou o nome em todos os documentos, restando apenas o do sistema interno e da carteira de identidade.

Na última quarta-feira (18), o Juizado da Fazenda Pública de Florianópolis determinou que o Comando da PM catarinense explique o descumprimento da medida expedida em 11 de maio de 2020. O órgão têm 15 dias para prestar os esclarecimentos.

“Meus documentos continuaram com os mesmos números, mas como a polícia não alterou, são para dois nomes. Em qualquer momento posso ter meu pagamento bloqueado. Quando eu preciso levar meu contracheque para comprar algo, ainda aparece meu nome antigo na checagem dos dados, o que é constrangedor”, disse a sargento ao UOL.

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Em nota, a PMSC afirmou que, a mudança de nome de Priscila envolve o regime previdenciário, e que o processo “está em trâmite na Secretaria Estadual da Administração (SEA), no órgão de gestão central de pessoal”.