Stuart Morrison, que se identifica como não-binário, conta que foi demitido de seu emprego na Universidade Estadual de Kennesaw (KSU), na Geórgia, por violar o código do funcionário, na parte que fala sobre regras de aparência e vestimenta da instituição.

De acordo com o Atlanta Journal-Constitution, Morrison relata ter ido em uma reunião, depois de reclamações sobre sua “aparência não profissional”, que se referia ao uso de batom preto, azul ou verde para trabalhar na livraria KSU.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Morrison, 30 anos, disse que continuou usando batom após a reunião, afirmando que “eu uso, em parte, para expressar que não sou binário”.

De acordo com o manual do funcionário : “A Universidade Estadual de Kennesaw é um ambiente variado e é difícil para a universidade ter um código de vestimenta uniforme… Os funcionários são obrigados a vestir roupas adequadas e a se comportar de maneira profissional”.

VEJA TAMBÉM:  Escritora baiana processa universidade UNIFACS por transfobia

Segundo o site PinkNews, entre os motivos da demissão, foi citado a instrução desobedecida de “diminuir a cor do batom e deixar de usar preto, azul brilhante e batom verde brilhante”, pois as cores eram “pouco profissionais”.

Além dela, também incluíram o esquecimento do crachá e a necessidade de afastamento do trabalho recorrentes. Agora ex-integrante da livraria, Morisson disse que sofre de TEPT e outras condições psiquiátricas que contribuem para a perda de memória.

Morrison ainda afirma que o fato de citarem o batom como motivo para demissão foi desnecessário e configura discriminação.

Michael Shutt, diretor regional sul da Lambda Legal, disse ao Atlanta Journal-Constitution  que os funcionários “há muito tempo estão protegidos da discriminação” por não estarem de acordo com os estereótipos de gênero.

Morrison disse que entrou com uma queixa no Escritório de Equidade Institucional da KSU.

VEJA TAMBÉM:  As muitas faces da LGBT-fobia | Direitos LGBT