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Pelo menos 117 pessoas LGBT+ foram assassinadas no México em 2019. Os números foram divulgados pelo grupo de defesa LGBT+, “Letra S”. Os resultados ainda mostram um aumento nos assassinatos de pessoas da comunidade: quase um terço (27%) acima de 2018 e o valor mais alto desde 2015.

Os números vêm de reportagens oficiais sobre assassinatos, mas o grupo alerta que ainda pode ter várias outras vítimas, além de destacar que mais da metade das vítimas eram mulheres trans, enquanto um terço eram homens gays.

Nos últimos cinco anos, foram registrados 441 assassinatos de pessoas LGBT+. Em 2020, esse número já chega aos 26 assassinatos, com 20 das vítimas sendo mulheres trans.

Em entrevista à Reuters, Alejandro Brito, diretor da “Letra S”, afirma: “Documentamos que as vítimas são submetidas a múltiplas formas de violência, antes ou mesmo depois do assassinato”, destacando que as vítimas tiveram os corpos jogados em locais públicos após serem algemados e esfaqueados várias vezes.

Brito observa que uma das razões da recente onda de violência contra a comunidade LGBT+ poderia estar relacionada ao aumento dos direitos da comunidade, já que 32 estados mexicanos permitem o casamento igualitário. “A maior visibilidade levou grupos machistas, setores fundamentalistas a rejeitar essa presença pública de gays, lésbicas e pessoas trans”, informa.

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