Jorge Astorga, um jovem gay de 27 anos, foi brutalmente espancado por policiais em Río Gallegos (Argentina). O motivo da agressão foi ele ter sido identificado como gay pela polícia.

O caso começou após Jorge ser detido sem explicação, ele então começou a estranhar quando os oficiais não pediram a sua identificação, apenas o colocaram na viatura. Quando perguntou por que não estavam pedindo a identidade, ouviu como resposta: “veja como esse viado fala, como esse trolo fala”.

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Já na delegacia, os policiais estavam encapuzados e arrancaram os seus objetos pessoais. Um agente então veio e o chutou na cara, causando uma mandíbula fraturada. Jorge foi transferido para a cela, com ameaças constantes e risadas por ele ser gay e do jeito que estava vestido.

“O tempo todo ameaçavam me levar com os outros prisioneiros para me estuprar. E bem, eles me diziam que eu não tinha direitos, que não era como nos filmes e que eu também não tinha o direito de fazer algumas ligações”, relata Jorge.

Jorge ficou detido por sete horas, no local pequeno e frio. Ele afirma que pôde ver outras pessoas detidas pelo mesmo motivo que ele, “por violação da quarentena”. A diferença é que eles não sofreram abuso policial ou violência homofóbica. A vítima explica que no momento da prisão estava saindo da casa da mãe para sua, mas não teve oportunidade de informar.

De acordo com informações do site Sentido G, Como consequência dos golpes, Jorge ficou com várias lesões . Após ser libertado, ele foi ao Hospital Regional de Río Gallegos, onde “fizeram testes e placas que mostram que eu tenho uma fratura maxilar e uma fissura nas costelas, além de contusões por todo o corpo “, Jorge precisou ser operado duas vezes no maxilar esquerdo.

Em conjunto com a Secretaria de Estado dos Direitos Humanos, foi feita uma apresentação sobre discriminação com base na orientação sexual e violência institucional. Apenas após a história ser divulgada pela mídia, o governo repudiou o fato e informou que uma investigação interna havia sido iniciada para esclarecer a situação. 

O site “La Izquierda Diario” informou que ocorreu um protesto de repúdio ao caso e a violência policial homofóbica. Além disso, os manifestantes lembravam que esse não era o primeiro ocorrido de violência policial local: duas jovens irmãs foram estupradas por policiais na própria casa (sem ordem judicial) e detidas em uma delegacia, onde sofreram abusos e ameaças, e trabalhadores municipais demitidos foram duramente reprimidos quando estavam protestando no prédio municipal.