O instituto Israel Gay Youth (IGY), em entrevista à Army Radio, revelou que registou, durante a pandemia do coronavírus, um aumento de 27% nos casos que envolviam suicídio, depressão e violência doméstica entre adolescentes LGBT+.

A organização conta que o perfil das vítimas é variado, desde estudantes da  8ª série a jovens que haviam fugido das famílias e precisaram voltar a conviver com os familiares devido a pandemia. A IGY aponta que os jovens presos em casa disseram não poder sair dos quartos e falar com os amigos por telefone. 

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“Entramos três meses em que os jovens estavam presos em casa. Quando a família é boa, acolhedora e inclusiva – tudo está bem; mas quando a família fica brava e violenta que ignora as necessidades, a identidade e os desejos da criança -, então a a casa é uma prisão “, disse Ofer Neumann, CEO da IGY.

Devido as medidas de isolamento social, A IGY mudou as atividades para o Zoom, como forma de conseguir a se aproximar dos jovens LGBT+, mesmo aqueles que ainda estão no armário, durante a pandemia. 

“Em muitos casos, isso funcionou e foi bem-sucedido. Mas em muitos casos, ouvimos que nem isso era possível, porque os pais checavam os telefones e computadores. Chegou a uma situação em que eles foram excluídos de cada pedaço de vida aceitável e inclusivo que um jovem pode receber”, observa  Neumann.

O CEO ainda foi questionado se membros LGBT+ de famílias árabes ou haredi –  judeus praticantes do judaísmo ultraortodoxo – estariam sendo mais afetados pelo preconceito, em que respondeu que, devido a uma visão mais conservadora, sim, mas ressalta que nenhuma comunidade está livre de homofobia.

Matéria feita com informações do The Jerusalem Post.

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