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Hungria proíbe adoção por casais homoafetivos (Foto: Pixabay)

Hungria proíbe adoção por casais homoafetivos

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O Parlamento da Hungria aprovou uma lei que impede a adoção de crianças por casais homoafetivos. A lei, proposta pelo partido de extrema direita Fidesz, primeiro-ministro Viktor Orbán.

O novo regulamento prevê que apenas pessoas casadas podem adotar ou com uma permissão especial do ministério responsável pelos assuntos da família. O casamento homoafetivo é proibido na Hungria e a ministra da Família Katalin Nonvak defende o que chama de modelo de família tradicional.

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Hungria proíbe adoção por casais homoafetivos (Foto: Pixabay)
Hungria proíbe adoção por casais homoafetivos (Foto: Pixabay)

O Parlamento Húngaro também fez alterações na Constituição do país e incluiu uma definição restrita de família, “baseada no casamento e na relação entre pais e filhos. A mãe é uma mulher, o pai um homem” a reforma obriga que os pais criem os filhos dentro de uma “cultura cristã”.

“A Hungria defende o direito das crianças de se identificarem com seu gênero de nascimento e garante sua educação com base na identidade constitucional de nossa nação e nos valores baseados em nossa cultura cristã”, relata o documento.

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A adoção por casais homoafetivos era permitida, desde que uma das pessoas se inscrevesse como solteira.

A Anistia Internacional publicou uma nota em conjunto com outras organizações e criticou as mudanças impostas.

Conservador pego em orgia

József Szájer era líder do governo húngaro no parlamento e ideólogo da Constituição aprovada em 2011. Ele renunciou a sua cadeira no Parlamento Europeu e deixou o partido conservador no início de dezembro.

Szàjer foi flagrado pela polícia húngara fugindo de uma orgia gay em Bruxelas. O fato ocorreu em meio as restrições impostas pela pandemia da COVID-19.