O chefe da Direção de Assuntos Religiosos (Diyanet) do governo turco, Ali Erbas, foi alvo de críticas após usar um discurso no Ramadã para “denunciar” a homossexualidade, afirmando que ela “traz doenças e corrompe gerações”. O presidente do país, Recep Tayyip Erdoğan, saiu em defesa do diretor e afirmou que ele estava “absolutamente certo” em dizer que a homossexualidade “traz doenças”.

Durante o discurso, Erbas afirmou que a homossexualidade “causa” o HIV e convocou a população para “lutar juntos para proteger as pessoas de tais males”. 

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A Ordem dos Advogados de Ancara – capital da Turquia – afirmou que os comentários “vieram de eras atrás” e encorajam crimes de ódio. A organização abriram uma investigação contra Erbas.

Além de afirmar que Erbas estava “totalmente certo” em suas afirmações, o presidente da Turquia ainda apontou que “Um ataque contra o chefe de Diyanet é um ataque ao estado”.

O porta-voz do Partido a Justiça e Desenvolvimento de Erdoğan, Omer Celik, também se pronunciou a favor de Erbas, afirmando que “é o direito mais natural das pessoas falarem de acordo com o sistema de valores em que acreditam”. Ele ainda acrescenta que criticar a homofobia faz parte de uma “mentalidade fascista”.

A homossexualidade é legal na Turquia, mas as autoridades utilizam outras leis, como a do “exibicionismo público” e “ofensas à moral pública”, para perseguir a comunidade LGBT+ local.