Um gerente que já não trabalha mais no Bradesco, processou o banco alegando ter sofrido homofobia durante o trabalho. Ele acaba de ganhar a causa na justiça e deve receber pagamento por danos morais. As informações são do portal Guia Gay.

No processo, foi provado que o então funcionário da rede era constantemente vítima de assédio moral por colegas de trabalho e parte dos superiores. Inclusive sua demissão, a vítima alega ter sido influenciada por discriminação.

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Ainda segundo a reportagem, justificando a homofobia, uma testemunha afirmou ao juiz que um de seus superiores o chamava de “viadinho”. Nos grupos em redes sociais do trabalho, ele também era sempre excluído e mesmo fisicamente, evitavam ficar em sua presença.

A vítima, que não teve a identidade revelada, trabalhou no banco por 10 anos e alega ter aguentado tudo calado para não criar caso e ser demitido. Seu marido, que trabalhava em outra agência do Bradesco, também foi demitido, o que el não acredita ter sido à toa ou por outro motivo que homofobia, já que não houve qualquer explicação.

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“O conjunto de depoimentos e provas do tratamento homofóbico permitem firmar a convicção de que o motivo do desligamento teve viés discriminatório, conduta que viola a dignidade da pessoa humana e a Constituição Federal”, declarou a desembargadora-relatora do processo, Eneida Melo.

Bradesco é condenado por homofobia de funcionários contra gerente. (Foto: Reprodução)
Bradesco é condenado por homofobia de funcionários contra gerente. (Foto: Reprodução)

Além da indenização de R$ 90 mil, o banco foi condenado a prover recurso referente à estabilidade provisória no emprego pelo prazo de 12 meses contados da data da cessação do auxílio acidentário pelo INSS, além de recolher o FGTS do período e pagar a complementação da remuneração nos moldes previstos na Convenção Coletiva da categoria.

Vale lembrar que, embora o Bradesco deva ser responsável pelas atitudes de seus contratados durante o trabalho, essa postura e homofobia de tantos funcionários contra o gerente gay não parece ser uma das diretrizes da marca, uma vez que o Bradesco já fez campanhas em apoio à diversidade. Sendo assim, cabe à empresa penalizar os funcionários preconceituosos que discriminam no ambiente de trabalho e alertar e educar a todos para que isso não se repita, né?

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).