Mais um caso de homofobia nas escolas, provando que alunos LGBTs definitivamente não tem paz ainda.. Uma mãe está ameaçando processar uma escola de Indiana, nos Estados Unidos, alegando que sua filha lésbica sofreu a bullying homofóbico “humilhante” não do alunos, mas da equipe da própria instituição.

Melissa Hart entrou com uma queixa formal contra a administração da Charlestown High School, alegando “discriminação e falha em proteger uma aluna de intimidação e violação dos direitos”. Ela afirma que sua filha de 17 anos enfrentou vários casos de discriminação homofóbica e bullying nas mãos de uma professora e até da direção da escola.

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Falando ao News and Tribune, Hart listou vários episódios de homofobia em que uma professora “humilhou” a adolescente na frente de outros alunos fazendo “comentários inadequados e depreciativos” relacionados à sua sexualidade.

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A homofobia descarada começou depois que a filha de Hart começou a namorar uma outra estudante. O casal “ficava de mãos dadas como qualquer casal de adolescentes héteros”, mas embora existam políticas escolares contra demonstrações públicas de afeto, nada é feito com casais héteros que fazem o mesmo, enquanto ambas foram repreendidas e proibidas de qualquer demonstração de afeto.

Charlestown High School, onde aluna sofreu homofobia. (Foto: Reprodução / News And Tribune)
Charlestown High School, onde aluna sofreu homofobia. (Foto: Reprodução / News And Tribune)

Um dia, quando a adolescente estava atrasada para a aula, a professora teria dito a ela na frente da classe: “Você não se atrasaria se fosse pra beijar aquela garota.” Na semana seguinte, a filha de Hart faltou à aula da professora, citando seus comentários como o motivo.

A direção da escola também teria gritado às garotas ao encontrá-las juntas: “Tirem essa bunda e tirem essa bunda gay daí”.

A mãe da menina ouviu os comentários como ela estava ouvindo no viva-voz para provar a denúncia da filha. Ela permaneceu na linha enquanto dois funcionários da escola questionavam a garota, perguntando se ela tinha um relacionamento amoroso ou íntimo com a outra garota.

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As perguntas deixaram a menina “desconfortável e isolada, pois foi forçada a responder sobre o fato de se identificar como lésbica”, disse a mãe.

Não foi a primeira vez que as meninas foram questionadas sobre seu relacionamento: semanas antes, funcionários da escola levantaram reclamações de professores e alunos sobre o casal ficar de mãos dadas.

Hart perguntou à escola por que sua filha estava sofrendo homofobia e foi informada que a comunidade de Charlestown não está pronta para lidar com relacionamentos homoafetivos.

“Deixe-me ser clara, isso é discriminação homofóbica pura e simples”, disse ela ao Tribune denunciando a conduta da escola.

“Ninguém tem o direito de interrogar minha filha sobre sua orientação sexual. [O funcionário da escola] deveria ter vergonha de si mesmo por fazer comentários homofóbicos na frente dela e de toda a classe. A administração do CHS deveria ter vergonha de tolerar, promover e participar desse comportamento.”

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).