Homens gays do Marrocos que possuem perfil em aplicativo de relacionamento estão enfrentando uma campanha que quer revelar quem são as pessoas LGBT+ do país por meio da exposição de suas fotos na internet.

O grupo ativista Nassawiyat revela que alguns homens foram enganados e enviaram imagens íntimas para pessoas que fingiam ser parceiros em potencial. Essas fotos então foram divulgadas na internet. “Esses homens estão sendo chantageados. Com o confinamento do coronavírus, muitos deles não têm para onde ir”, disse um porta-voz da organização.

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A modelo marroquina, Sofia Taloni, começou com a campanha e pediu para que seus seguidores baixassem aplicativos de paquera para localizar homens gays. “Esses aplicativos vão mostrar as pessoas próximas a você. Ele pode te mostrar seu marido no seu quarto, pode te mostrar seu filho no banheiro”, afirma. A conta da modelo nas redes sociais foi suspensa.

Um porta-voz do Facebook afirmou que “nós desabilitamos contas de pessoas do Instagram e do Facebook e tomamos outros passos para remover conteúdo como esse”. Já o aplicativo Hornet usa moderadores da comunidade para sinalizar perfis e algoritmos maliciosos para garantir a autenticidade de seus usuários.

O Grindr, um dos mais populares entre o público gay, permite que os usuários de países com alto risco, como o Marrocos, tenham alguns dispositivos que impedem a captura de tela e apagam automaticamente imagens. “Ao sabermos dos relatórios preocupantes no Marrocos, respondemos rapidamente com mensagens de aviso no dialeto marroquino de árabe e francês para informar nossos usuários a tomarem cuidado extra neste momento”, disse um porta-voz do Grindr. 

No Marrocos, ser homossexual é ilegal, com penalidade de seis meses a três anos de prisão.