Uma investigação conduzida pela Pública denunciou a existência de um grupo de religiosos que atua para  para reprimir homossexualidade e identidade de género na América Latina. A organização LGBTfóbica leva o nome de Exodus Brasil e seu principal mote é ” a homossexualidade é um pecado que pode, e deve, ser abandonado.”

O grupo de religiosos se estende por diversos continentes, envolvendo igrejas, missionários, políticos, psicólogos e defensores de terapias de reorientação sexual, a chamada “cura gay”.

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A reportagem conversou com um homem trans que foi obrigado pelos pais a enfrentar um processo de “cura gay”. O grupo de religiosos relacionava a transexualidade com “bruxaria e satanismo”.

A Exodus Internacional encerrou suas atividade nos EUA em 2013 e pediu perdão a comunidade gay americana pelos “anos de sofrimento indevido e julgamento nas mãos da organização e da igreja como um todo”.

Grupo de religiosos atua para reprimir homossexualidade e identidade de gênero
Grupo de religiosos atua para reprimir homossexualidade e identidade de gênero (Foto: Reprodução/Facebook)

O grupo segue atuando no Brasil, onde o uma resolução do Conselho Federal de Psicologia veta essas experiências desde 1999. “É a resolução mais atacada da história da psicologia nacional”, comenta o presidente do Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro, Pedro Paulo Bicalho.

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“Nem sempre as delegacias reconhecem esses crimes”, lamenta o advogado Felipe Daier, especializado em direito LGBTQI+. “A homofobia é um crime inafiançável e imprescritível no Brasil”, enfatiza o especialista.