De acordo com a Human Rights Watch, após receber uma resolução do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas para acabar com as prisões e discriminação de pessoas LGBT+, o Egito afirmou que “não reconhece os termos mencionados nesta recomendação”, negando, assim, a existência de pessoas da comunidade.

A organização alertou que a resposta “ultrajante” pode acabar colocando em risco a vida das pessoas LGBT+ encarceradas no Egito, principalmente na medida em que a pandemia do coronavírus aumenta.

Apesar de negar a existência, o governo egípcio continua prendendo sistematicamente pessoas LGBT+ no país. É estimado que mais de 90 pessoas foram presas no ano passado por “suposta conduta inapropriada”, lei utiliza para perseguir pessoas LGBT+. 

O Egito não possui uma lei específica que proíba a homossexualidade. No entanto, o governo possui várias disposições para criminalizar qualquer comportamento considerado imoral. Em 2013 iniciou uma perseguição a pessoas LGBT+ e integrantes da comunidade foram submetidas a agressões, tortura, exames anais forçados e detenção arbitrária, além de enfrentar desafios no acesso a serviços vitais, como cuidados de saúde, moradia e educação.