De acordo com estudo do Williams Institute, da Universidade da Califórnia (UCLA), em parceria com o Projeto Colaborativo Colômbia, 55% dos LGBTs colombianos já pensaram em suicídio e 25%, ou seja, um em cada quatro, LGBTs tentaram se matar.

A pesquisa entrevistou 4,867 pessoas da comunidade, divididas entre 29 dos 32 departamentos – equivalente aos estados no Brasil – colombianos, além do distrito capital, Bogotá. Os dados coletados ainda mostram que três quartos (75%) já foi intimidado ao menos uma vez antes dos 18 anos e que 25% dos LGBTs foram detidos ou tiveram empregos negados por pertencerem ao grupo.

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Dos que foram submetidos a “terapias de conversão”, a chamada “cura gay”, um em cada cinco entrevistados (21%) relata ter passado pela prática. O número salta entre as pessoas trans, com 35%.

A comunidade trans também foi aquela que mais passou por violência verbal, aponta a pesquisa, com 76%. Enquanto 71% dos gays, 65% dos homens bissexuais, 61% das mulheres bissexuais e 60% das lésbicas relatam terem sofrido o tipo de agressão.

Jennifer Flórez-Donado, coautora do estudo, afirma que pesquisas como essa mostram a importância de desenvolver programas específicos de prevenção ao suicídio ao LGBTs e combate da violência LGBTfóbica. Considerando os níveis de violência, vitimização e discriminação experimentados pelos indivíduos LGBT, não surpreende que os entrevistados tenham relatado taxas tão altas de pensamentos suicidas e tentativas de suicídio”, ressalta.

Segundo Ilan H. Meyer, do Williams Institute, são necessários mais dados e outros estudos para se entender de maneira profunda e abrangente a realidade dos LGBT+ colombianos.

Caso você — ou alguém que você conheça — precise de ajudaligue 188, para o CVV – Centro de Valorização da Vida, ou acesse o site. O atendimento é gratuito, sigiloso e não é preciso se identificar.

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