Metade da população da Rússia quer eliminar ou isolar pessoas gays e lésbicas, aponta o novo estudo da organização “Levada Center”, que entrevistou 1614 adultos do país em fevereiro passado. A pergunta que a mostra respondeu era sobre que o país deveria fazer com vários grupos, entre eles os de gays e lésbicas. As escolhas estavam entre “eliminar”, “isolar”, “ajudar”, “deixar em paz” ou “não sei”.

Entre os entrevistados, 18% respondeu que o governo deveria “eliminar” gays e lésbicas. A resposta é equipara apenas a dada quando questionados sobre criminosos violentos e pessoas com ideologias extremas, como terroristas e molestadores de crianças.

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Outros 32% disseram que gays e lésbicas devem ser “isolados da sociedade”. Somada as duas porcentagens, 50% dos russos querem ver os gays e lésbicas eliminados ou isolados da sociedade.

Por outro lado, 32% disseram que gays e lésbicas devem ser “deixados em paz” e 9% afirmaram que a Rússia deve “ajudar” o grupo. No total, os dois somam 41%.

De acordo com o Levada Center”, 35% disseram que gays e lésbicas deveriam ser eliminados em 1989, primeiro ano que a pesquisa foi realizada. Esse número caiu para 15% em 1999, desde então ficou em torno de 20%. A porcentagem de russos que desejam eliminar as pessoas que vivem com HIV diminuiu consideravelmente no mesmo período, de 14% em 1989 para 2% em 2020.

As feministas também sofrem discriminação na Rússia: 9% são favoráveis a sua “eliminação”, 18% apoiam seu “isolamento”, 41% são a favor de as “deixar em paz” e 13% afirmam que o governo deve “ajudar”.