Um grupo de criminosos de Gana está utilizando o aplicativo de pegação Grindr para atacar e chantagear os usuários LGBTs do país. 

De acordo com a Reuters, um homem identificado como Benson foi encontrar a paquera, mas quando chegou no local viu que algo estava errado, já que o cara o esperando não era o mesmo do aplicativo. Quando percebeu dois outros homens o agarraram por trás e o espancaram. A vítima voltou para casa sem celular, carteira e com a mandíbula quebrada.  

Na tentativa de impedir que outras pessoas da comunidade caiam no golpe que Benson, a organização “LGBT+ Rights Ghana” lançou uma página no Facebook para expor os criminosos. “Depois que postamos, muitas pessoas compartilham e outras muitas são avisadas. Se novas possíveis vítimas estão conversando com os golpistas, elas param”, relatou Alex Kofi Donkor, líder do grupo.

 

O grupo, que por volta de 1.800 seguidores compartilha a foto dos perfis falsos. No da imagem, o grupo escreveu: “Alerta de perfil chantagista! Compartilhe amplamente, esteja alerta e não seja a próxima vítima desse chantagista e vários outros como ele”.

O ativista relatou casos, que, além de agressões, envolvem abusos, roubos e até chantagem. Alguns casos foram levados para a polícia, no entanto, estão sendo ignorados. A comunidade LGBT+ ainda é criminalizada em Gana.

“Estamos em um país onde nossas vidas estão claramente em perigo como resultado do ódio das pessoas e de seu desgosto com a comunidade. Muitas vezes, somos incapazes de obter justiça pelos crimes que foram cometidos; portanto, o melhor que podemos fazer é nos proteger”, ressaltou Alex.

Como forma de proteger seus usuários, o Grindr lançou uma ferramenta que é possível camuflar o famoso ícone da máscara amarela. A atualização tem sido disponibilizada em países em que ser gay é crime.