VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Alerta: a matéria a seguir contém descrição de crime fútil, com requintes de crueldade.

O corpo do ativista gay, que atuava como agente socioeducativo, Gabriel Taciano, foi encontrado na praia de Jacarapé, em João Pessoa (Paraíba), no domingo (17), Dia Mundial do Combate a LGBTfobia. 

Gabriel Taciano/ Foto, Reprodução

Gabriel estava desde 16 de maio desaparecido. A perícia confirmou a presença de lesões contundentes no corpo, encontrado sem roupa e com sinais de tortura. 

De acordo com informações do G1, foi preso um suspeito de 23 anos, que estava em uma casa no bairro do Cristo, onde foi encontrada a motocicleta de Gabriel. De com o delegado Carlos Othon, da Delegacia de Homicídios da capital paraibana, o suspeito confessou o crime e alegou que a motivação foi uma dívida de R$ 500. Ele foi preso por crime de homicídio triplamente qualificado, com motivo fútil, sem defesa da vítima e requintes de crueldade.

De acordo com o depoimento à Polícia Civil, o suspeito mantinha um relacionamento com Gabriel. “Ele [suspeito] explicou que os dois combinaram de se encontrar na praia de Jacarapé. Quando chegaram ao local, passaram a discutir por conta da dívida”, afirma Othon.

O acusado ainda admitiu que passou a agredir a vítima com golpes de madeira e tentativa de asfixiamento. Em seguida, jogou a vítima, ainda com vida, do alto de uma falésia da praia.

Em nota, o Partido dos Trabalhadores (PT), do qual Gabriel era filiado, informa que: “Gabriel era militante do Partido dos Trabalhadores e das mais diversas lutas sociais e populares de nosso Estado. Era um grande guerreiro da causa LGBTQI+ e um incansável defensor dos direitos humanos”.