O ex-deputado federal Victório Galli (PSC) foi condenado em 2019 a pagar R$ 100 mil por danos morais coletivos devido às manifestações preconceituosas contra homossexuais. O valor original não foi pago e subiu para 123 mil. 

Novamente, o político não quitou a dívida na justiça e agora a juíza Célia Regina Vidotti, da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular, bloqueou o valor da indenização das contas de Galli. 

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Apesar da pena, não foram encontrados valores significativos na conta do ex-deputado, e a justiça determinou a penhora online, via Bacenjud, até alcançar o valor de R$ 123.460,35, e também ordenou a restrição do veículo de Galli pelo sistema Renajud.

A ação civil, com pedido de liminar e indenização por danos morais coletivos, foi proposta pela Defensoria Pública de Mato Grosso. O caso ocorreu após Galli disseminar o ódio contra a comunidade LGBT+ durante entrevista em uma rádio local.

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“Com relação a essa situação do Mickey e da Disney, a gente vê que em todas as suas atuações, eles fazem apologia ao homossexualismo. Inclusive o Mickey, se você fizer um estudo profundo como eu já fiz, ele é homossexual tá”, comentou Galli na época.

Ele ainda continua utilizando como exemplo personagens da disney para justificar uma suposta apologia ao “gayzismo” que o estúdio estaria promovendo: “na questão que o rei leão deveria ser um animal feroz, de transmitir respeito aos outros animais, ele se torna um animalzinho frágil, animalzinho que carece de proteção dos outros, entendeu?”. 

Galli também soltou comentários transfóbicos durante exibição, ao afirmar que “onde é que se viu há tempos atrás homem usar saia, homem vestir roupa de mulher, vestir sutiã, deixar os peito crescer, faz tudo querendo ser mulher? Onde que via isso lá atrás? Estão chamando isso de modernidade. Isso é sem-vergonhice. Entendeu? Homem tem que ser homem. Mulher é mulher”.

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Matéria feita com informações do site G1 e Guia Gay de São Paulo.