O casal de lésbicas Sheri e Alyssa Monk afirma ter sido discriminado no trabalho por serem “lésbicas demais”.

As duas trabalhavam como paramédicas e socorristas em Pincher Creek, uma cidadezinha de 3700 pessoas do Canadá e foram avisadas por superiores que não poderiam falar sobre questões pessoais, filhos ou mostrar qualquer afeto uma pela outra.

O uso da palavra ‘esposa’, foi considerada a gota d’agua pelo superior delas, segundo revelaram alguns colegas de trabalho.

O casal no ambiente de trabalho.

Após as insistentes intimidações e constrangimentos por parte de seus chefes, que insistiam que elas deveriam “parecer mais héteros”, ambas pediram demissão juntas.

Agora elas decidiram trabalhar por conta e abriram uma mercearia: “Agora temos nosso próprio negócio.”, disse Alyssa ao Gay Star News.

Um colega de trabalho das duas disse à CBC News que as duas se comportavam normalmente e sem qualquer exagero, da mesma maneira que qualquer casal heterossexual que trabalhe junto. A fonte, que preferiu não se identificar, diz não ter dúvidas de que elas sofreram discriminação no trabalho por serem lésbicas.


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“Estávamos trabalhando em um lugar onde tínhamos que fingir não sermos casadas se nos referíamos uma a outra. Também não podíamos falar de vida pessoal, familiar ou sobre os filhos. E isso não era exigido de nenhum casal hétero por lá.”, disse Sheri à CBC.

“Nos demitimos porque estávamos sem opção e queremos ser respeitadas. Como você volta para o armário e vive uma vida pela metade após sair?”, questionou Sheri.

Para dar conta do novo empreendimento, as duas venderam a casa que tinham e agora levam três horas para chegar no trabalho. Sheri ainda revelou que a decisão pesou muito sobre os filhos por elas estarem mais longe de casa e mais tempo indisponíveis.

Ambas entraram com recurso na Comissão de Direitos Humanos, mas como Sheri adiantou à reportagem: “Uma decisão destas pode levar anos até ser julgada e raramente pagam uma quantia satisfatória de indenização”.

Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 100 milhões de visualizações e 800 mil inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).