Um relatório do Southern Poverty Law Center, órgão de fiscalização do extremismo, revelou uma expansão no número de grupos de ódio anti-LGBT operando nos EUA. O relatório também alertou sobre a crescente aceitação de opiniões extremas dentro do governo Trump, onde várias pessoas ligadas a grupos  anti-LGBT desempenham papéis de destaque.

“Grande parte desse crescimento ocorreu entre os grupos de base, um aumento possivelmente alimentado pelo contínuo sentimento e política anti-LGBTQ emanados de funcionários do governo”, explica o relatório.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

O relatório ainda acrescenta: “Funcionários de organizações que difamam a comunidade LGBTQ foram contratados pelo governo Trump, influenciaram e escreveram suas políticas. Inúmeras proteções para pessoas LGBTQ foram removidas por meio de ações executivas, como quando o Interior Department retirou a ‘orientação sexual’ de suas diretrizes antidiscriminatórias este ano”.

“Além disso, o governo sempre afirmou que leis e regulamentos que proíbem a discriminação com base no sexo não se aplicam às pessoas LGBTQ e trabalhou para instalar isenções religiosas nas leis de direitos civis”, aponta o texto.

A Casa Branca de Trump rejeitou categoricamente as críticas a seus laços com grupos de ódio anti-LGBT. Como resposta, o vice-secretário de imprensa Judd Deere, um homem gay que se opõe a um projeto de lei para fornecer proteções contra discriminação a pessoas LGBT, deu uma declaração condenando o relatório como uma “mancha de extrema esquerda” e insistindo que o problema real é a “esquerda radical”.

VEJA TAMBÉM:  Expulsa de casa pelos pais, lésbica consegue arrecadar U$ 100 mil em campanha online

Deere falou à NBC: “Embora a esquerda radical tenha empurrado falsas acusações de que os americanos LGBTQ estão ameaçados, o presidente contratou e promoveu os americanos LGBTQ para os mais altos níveis de governo, incluindo cargos na Casa Branca, agências de gabinete e embaixadas. Ele lançou uma campanha global para descriminalizar a homossexualidade… e o presidente fez a ousada declaração de que estamos comprometidos com o fim da transmissão do HIV nos Estados Unidos dentro de 10 anos.”

No entanto, ao contrário do que foi alegado, Trump nomeou apenas um funcionário abertamente gay para um cargo mais alto – Richard Grenell, que tem laços com a extrema direita. Embora muito elogiado por apoiadores gays de Trump, há poucas evidências de que qualquer “campanha global liderada pelos EUA para descriminalizar a homossexualidade” exista além de um comunicado de imprensa inicial há um ano – e, se houver, o próprio Donald Trump já admitiu anteriormente que não a executa.