A perseguição de pessoas LGBT+ em Porto Rico fez mais uma vítima: Penélope Díaz Ramírez, uma mulher trans, foi assassinada, sendo a terceira apenas esse mês no país. No total, já foram pelo menos nove vítimas desde janeiro de 2019.  

“Não há mais dúvida, é uma epidemia de violência anti-LGBT +. A polícia tem a obrigação de divulgar o status das investigações de pelo menos oito assassinatos, uma morte sem causa determinada e vários ataques em que pessoas LGBTQ foram feridas desde janeiro de 2019”, aponta o ativista Pedro Julio Serrano à LGBTQ Nation.

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As outras duas vítimas, Layla Peláez e Serena Angelique Velázquez Ramos, eram ativistas locais e foram encontradas em um carro queimado. A polícia diz que testes de DNA serão necessários para identificar oficialmente as mulheres, mas a avó de Peláez conseguiu identificar o carro de sua neta quando o viu no noticiário local.

“Nunca na minha carreira eu vi tantos relatos de mortes de nossa comunidade transgêneros e não-binares em tão pouco tempo e em um único local”, disse Tori Cooper, diretora da iniciativa de justiça transgênero da Campanha de Direitos Humanos.

Cooper ressalta que: “Penélope não merecia morrer. As pessoas trans não merecem morrer. Todo advogado, aliado, funcionário eleito e membro da comunidade deve se levantar à luz dessa notícia horrível e dizer ‘não mais’. O que estamos fazendo não é suficiente.”