O Brasil chegou a marca de 89 assassinatos de pessoas trans no primeiro semestre de 2020. Isso representa um aumento de 39% em relação ao mesmo período do ano passado. O levantamento foi feito pela ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transexuais).

O relatório destaca que assassinatos de pessoas trans continuam aumentando pela falta de ações do estado, que não implementou nenhuma medida de proteção junto a população LGBTI+. Isso mesmo depois da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que reconheceu a LGBTIfobia como uma forma do crime de racismo.

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Em todos os cenários analisados, seja em períodos bimestrais ou semestrais, houve um considerável aumento comparado ao mesmo período de anos anteriores. No primeiro bimestre o aumento foi de simplesmente 90% e no segundo, 48%, conforme publicado nos boletins anteriores.

Foi informado que excepcionalmente este boletim foi publicado antes do término do semestre. O levantamento levou em consideração o período de 01/01 a 25/06 para análise, a fim de que os dados fossem publicados por ocasião das atividades do mês do orgulho, comemorado em 28/06 – Dia Internacional do Orgulho LGBTI+.

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O levantamento ainda informa que 94,8% da população trans afirma ter sofrido algum tipo de violência motivada por discriminação devido a sua identidade de gênero.

Quando perguntadas sobre suas principais necessidades, o direito ao
emprego e renda que apare com 87,3%, seguido de acesso a saúde (geral e
específicas as questões de transição), educação, segurança e moradia. Além
disso, 58,6% declarou pertencer ao grupo de risco para a covid-19.

Leia o relatório completo em antrabrasil.org/assassinatos

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22 anos, geminiano, mineiro, jornalista formado pela UEMG. Apaixonado por música e artes de modo geral. Ex-bailarino na teoria mas danço nas festinhas bastante. Sonho em ser amigo da Rihanna e da família da Beyoncé. Provável futuro ex-bbb e quem sabe vencedor da Fazenda.