No último dia 23, o garoto trans José Matías De La Fuente Guevara, que vivia na cidade de Coiapó, norte do Chile, cometeu suicídio após sofrer inúmeros episódios de bullying na escola em que estudava. O jovem se atirou do 11º andar do prédio em que vivia.

Nesta semana, seus país encontraram uma carta que o menino deixou e divulgaram nas redes sociais, com o intuito de aumentar a conscientização sobre a importância de se combater ao bullying nas escolas e a transfobia.

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Na carta, o jovem relatou: “Essa escola de merda, as garotas e as pessoas em geral me destruíram, para eles, sou apenas um “sodomizado”, não aguento mais”, diz a mensagem de despedida.

Segundo a mãe do rapaz, ele chegou a pedir para que ela o trocasse de escola, mas como não especificou os motivos, ela imaginou que fosse apenas algum problema normal de amizades, como, normalmente, acontece com muitos adolescentes nesta fase da vida.  

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“Eu não imaginava que ele estava sofrendo tanto. Nós [a família] nunca tivemos problemas com isso. Desde os 17 anos que ele disse que gostaria de roupas mais masculinas, para nós, estava tudo bem”, contou a mãe, em entrevista à imprensa chilena.

Ainda de acordo com a mãe, o colégio, Liceo Sagrado Corazón, foi omisso às agressões verbais e psicológicas que o jovem sofria. Ela ainda contou que após investigar os motivos pelo qual o filho tirou à própria vida, descobriu por meio de relatos de várias pessoas os absurdos que aconteciam com ele na escola.

“Fiz um grupo pelo whatsapp e inclui vários país de alunos do colégio. Vou até o fim para descobrir os responsáveis pelo sangue derramado do meu filho. As pessoas que estão no grupo, provavelmente, são país de pessoas que fizeram isso com o meu filho, quero justiça”, disse a mãe.