Nazli Ikra Öztay, estudante de ciências políticas na Universidade de Ancara, na Turquia, foi ameaçada de morte por organizar o evento “LGBTI+ luta pelos direitos no campus”, sobre os direitos LGBT+. A divulgação foi feita pelo Whatsapp.

“Recebi uma mensagem privada dizendo: ‘Exclua essa mensagem imoral e não faça novamente do grupo [no Whatsapp] um local para sua depravação. Nós nunca vamos nos acostumar com isso e jogaremos você de prédios muito altos'”, relatou a estudante, acrescentando que uma amiga recebeu uma ameaça semelhante.

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A mensagem é uma referência à maneira como a organização terrorista ISIS (Estado Islâmico do Iraque e Síria) assassina as pessoas LGBTs, frequentemente filmando e publicando online.

O grupo Solidariedade Feminina Mülkiye defendeu Nazli, escrevendo uma declaração que afirmava: “Lembramos novamente: o assunto da luta LGBTI+, nossa amiga defensora dos direitos e nossas outras amigas não estão sozinhas. Estamos lado a lado e juntas somos fortes contra a linguagem do ódio e o bullying!”

Nazli localizou a pessoa que enviou a mensagem, um estudante de ciências políticas, e descobriram que ele também era membro de uma gangue jihadista que vivia na Síria “de tempos em tempos”. Apesar de identificado, não se sabe se o aluno sofreu punição pela ameaça.