Um adolescente de 15 anos tornou-se o principal suspeito pela morte da travesti Rosinha do Beco, de 62 anos, no município de Seabra, na Bahia. O crime ocorreu na última quinta-feira (30).

Segundo o jornal Correio, Rosinha costumava contratar serviços de garotos de programa. No dia do assassinato, ela recebeu o adolescente em casa, onde acabaram se desentendendo.

“O ex-namorado da vítima contou que um dia antes do crime ele (adolescente) estava dizendo que faria um programa com ela, na intenção de provocar ciúmes. A gente acredita que ele agrediu ela com um porrete e, como a casa dela já pegou fogo uma vez, ele pôs fogo novamente para disfarçar o crime, mas a perícia identificou um traumatismo no crânio da vítima e descartou que tenha sido um incêndio acidental”, disse o coordenador da 13ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Seabra), Marcus Araújo.

Câmeras de segurança instaladas na região registraram o momento em que o menor caminha para a casa da vítima. Para a polícia, não há dúvidas da participação dele no crime. Além disso, os investigadores descartaram possibilidade de outras pessoas terem ajudado no homicídio.

“Ele estava vestindo um capuz e olhando toda hora para trás, bastante nervoso. Não temos dúvida de que foi ele. Encontramos um porrete na casa, na verdade, parece mais um cabo de machado, sujo de sangue que acreditamos ser a arma do crime. Ele foi mandado para a perícia”, relatou o delegado.

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A polícia reuniu provas suficientes para apreender o adolescente, que fugiu após a chegada das autoridades, na sua residência.

“Chegamos na casa dele a noite, mas quando ele percebeu a presença da viatura fugiu pelos fundos, por um terreno baldio. Ele é um adolescente conhecido no município porque costuma ser violento nos assaltos, agredido com socos e chutes as vítimas, a maioria idosos ou mulheres. Tem mais de 10 procedimentos na delegacia”, contou Marcus.

Rosinha do Beco morava sozinha e não há maiores informações sobre familiares da vítima. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal de Irecê, a 470 km da capital baiana, e liberado no mesmo dia. Não houve registro do local do sepultamento.