Durante um discurso na Califórnia, no último sábado, a atriz e ativista Laverne Cox pediu às pessoas que incluam os homens trans nas pautas sobre aborto. “Se eu fosse esse homem trans, eu realmente gostaria de ter uma linguagem que incorporasse e incluísse minha experiência”, disse.

O discurso de Cox tocou em um assunto que já havia sido discutido em seu Twitter, no dia 15 deste mês, onde publicou um tweet que dizia: “O corpo da mulher. O direito da mulher de escolher. Fim da história”. A mensagem foi em solidariedade contra a recente proibição do aborto no Alabama.

No entanto, um seguidor da atriz rebateu a publicação. “Laverne, você realmente vai apagar a luta de nossos irmãos trans nessa luta, retweetando isso? Eu te admiro demais para não falar disso. Pessoas trans de todos os gêneros são oprimidas pelas realidades e linguagem dessa luta, precisamos nos unir em solidariedade”, disse o jovem.

Laverne contou que a sua primeira reação ao ver a respota ao seu tweet foi de se sentir sem palavras e que, inicialmente, ela realmente achava que isso era um problema único das mulheres e não precisava ser mais “complicado”.

“Eu disse a mim mesma: ‘Podemos apenas ter um momento em que mantivemos isso simples? Há tanto acontecendo no mundo agora e é tão complicado”, disse, e logo depois continuou se questionando: “’Podemos ter um momento para as mulheres? Para as mulheres se solidarizarem umas com as outras? Posso apenas ser solidária com minhas irmãs nesta questão? Temos que lidar com todas as nuances complicadas da questão?’”.

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Pouco tempo depois, Cox contou que, pela primeira vez, se colocou no lugar de um homem trans. “E se eu fosse um homem transexual e, por alguma razão, eu engravidei sem querer? Se eu fosse esse homem trans, eu realmente gostaria de ter uma linguagem que incorporasse e incluísse minha experiência”, revelou.

A atriz também ressaltou a importância da inclusão. “Quando usamos uma linguagem que exclui grupos de pessoas em questões pertinentes, isso pode comprometer sua saúde e bem-estar”, afirmou.

Laverne Cox finalizou dizendo que ao deixarmos pessoas de fora, não estamos fazendo um trabalho genuíno para sermos inclusivos.