Prometendo uma nova política, o candidato eleito a presidência da república concentrou em si os votos daqueles incautos e ignorantes da verdade sobre ele e sua família.

Ele se apresentou como um xerife que ia por ordem na bagunça em que o Brasil estava metido. Ora, ora, ora. Como se fosse possível a um deputado que há trinta anos fazia parte da bagunça…

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Todavia, eleito, não pauta suas condutas pela legalidade e moralidade pelo que foi eleito. Ao contrário, ao invés de promover a exportação da fruta laranja, criou seu próprio laranjal no seu partido, a começar pelos filhos.

Primeiro, porque acabou com o COAF que investigava seu filho. Mudou a direção da Polícia Federal em seu benefício e agora, nomeou um Procurador Geral que está “alinhado” com o governo.

O Ministério Público deve ser quase um poder independente do Estado. O procurador não pode se “alinhar” com o presidente a quem terá, talvez, que investigar.

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Mas tudo isso que falei foi um introito para dizer que, hoje a Polícia Federal concluiu o Inquérito que investigava o Ministro do Turismo por conta do laranjal do PSL, que é o partido do presidente.

Há total legalidade na investigação e não há ilegalidade alguma que o tal ministro continue sendo ministro.

Todavia, existe a questão da ética que, é bem diferente.

Como se mantem no cargo um ministro que é indiciado pela Polícia Federal por compra de votos e uso indevido de verba partidária com candidaturas de laranjas?

Ético seria afastar o ministro enquanto as investigações se faziam mas, não foi afastado e, agora que o inquérito foi concluído, também não se afastou. Mas Moro não foi afastado pelas ilegalidades que cometeu, Onyx confessou caixa 2 e está no cargo e, Fernando Bezerra foi alvo de operação da Polícia Federal e segue firme defendendo no Senado a ida do 02 para os Estados Unidos como Embaixador. Ou seja, para onde se olhe, só se vê um frondoso laranjal.

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Como o Procurador Geral da República é quem deve denunciar o Ministro de Estado, e este procurador está alinhado com o presidente, o que vamos ver é que tudo ficou como antes no quartel de Abrantes porque não existe nova política. Política é política e cada um cuida de seus próprios interesses.