O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, bem que tentou recorrer da decisão da justiça que o condenou a pagar R$ 150 mil reais de indenização por danos morais ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDDD) do Ministério da Justiça.

A ação se deu pelas ofensas homofóbicas proferidas pelo atual presidente, na época apenas um deputado de baixo-clero, em entrevista no programa CQC da TV Bandeirantes em março de 2011.

Na época, perguntado sobre o que faria se tivesse um filho gay, Bolsonaro disse que isso não aconteceria com ele porque seus filhos “tiveram boa educação”. Em outro momento, perguntado pela cantora Preta Gil sobre como reagiria se um de seus filhos se apaixonasse por uma mulher negra, falou:

“Eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco. Meus filhos foram muito bem educados e não viveram em um ambiente como, lamentavelmente, é o seu”.

Na mesma ocasião, Bolsonaro chegou a dizer que não entraria em um avião pilotado por um profissional que foi um estudante cotista.

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A ação foi movida pelo Grupo Diversidade Niterói, Grupo Cabo Free de Conscientização Homossexual e Combate à Homofobia e Grupo Arco-íris de Conscientização.

Na decisão, a juíza responsável pelo caso, Luciana Santos Teixeira, destacou que “não se pode deliberadamente agredir e humilhar, ignorando-se os princípios da igualdade e isonomia, com base na invocação à liberdade de expressão”.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 100 milhões de visualizações e 800 mil inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).