Desde 2011, que a união estável entre casais homoafetivos pode ser reconhecida em cartório. Já a partir de 2013, os noivos passaram a ter o direito de converter o documento em casamento civil, nos cartórios de todo o Brasil.

Nesta semana, aconteceu uma linda história no fórum de Bonito, cidade a 296 quilômetros de Campo Grande. Pela primeira vez, a comarca do município recebeu um casal de duas mulheres para converter a união em casamento civil.

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Emocionada com a situação, a juíza Adriana Lampert resolveu fazer uma surpresa para as noivas e estendeu sobre a mesa a bandeira LGBT durante a cerimônia de conversão.

“Judicialmente esse foi o primeiro casamento na minha comarca e eu tive que valorizar esse momento. Em tempos de neoconservadorismo, elas duas se abriram, enfrentaram de cabeça erguida o preconceito e lutaram por um direito que é delas. Então, eu pensei em como conseguir uma bandeira e um bolo colorido”, explicou a juíza, ao site Campo Grande News.

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Segundo a juíza, ela não sabia se as noivas iriam gostar da surpresa. “Como eu não sabia se teria a aceitação delas, no primeiro momento, eu deixei a surpresa no gabinete. Assim que oficializamos a união, eu pedi autorização para comemorar elas”, revelou.

Além da bandeira, a comemoração também contou com um belo com as cores do arco-íris, que celebram a diversidade da causa LGBT. De acordo com o casal, Elaine Ferreira de Sousa e Cleusa Rosa Alves Alcará, ambas de 40 anos, o gesto da juíza selou a cerimônia com muita emoção e chave de ouro.

“O preconceito é muito explícito, inclusive, em casamentos civis do cartório. Quando a gente decidiu casar judicialmente, eu pensei que seria da mesma forma. Não esperava esse acolhimento por parte de uma juíza. Ficamos muito felizes”, descreveu Eliane, ao veículo.