O jovem Lindolfo Kosmaski, de 25 anos, foi encontrado morto com o corpo carbonizado na noite da última sexta-feira (30), a polícia suspeita de homofobia. Ele era membro do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e morava com sua família na comunidade Coxilhão Santa Rosa no município de São José do Triunfo (PR).

Lindolfo era homossexual assumido e levou dois tiros antes de ter o corpo queimado. Indícios apontam para o crime de homofobia. Ele fazia trabalhos como educador de campo e ajudava na luta dos pequenos agricultores. O ativista de direitos LGBTQIA+ foi aluno do Curso de Licenciatura em Educação do Campo, fruto de uma parceria entre a ELAA e a UFPR/Setor.

O jovem chegou a se candidatar a vereador nas eleições municipais de 2020, mas não atingiu votos suficientes para a eleição. Segundo informações do Pensar Piauí, ele compartilhava seus sonhos de construir uma sociedade verdadeiramente livre.

Jovem do MTST é encontrado carbonizado, polícia suspeita de homofobia
Jovem do MTST é encontrado carbonizado, polícia suspeita de homofobia

A Polícia do Paraná investiga o caso. O MTST se manifestou em nota e lamentou o crime. “Neste momento de dor, o MST estende toda solidariedade à família, amigos e exige que os órgãos competentes possam acelerar as investigações e encontrar os culpados desse crime hediondo.”

“O MST destaca o seu compromisso de lutar por uma sociedade sem LGBTfobia e na construção de um mundo onde a vida e todas as formas de ser e amar sejam garantidas plenamente. O Sangue LGBT também é sangue Sem Terra.”, concluiu o memorando do Movimento.