Recentemente o tema foi pautado por um jornalista do jornal O Estado de S. Paulo, João Abel, de 23 anos, que comentou sobre a homofobia nos campos e representação de jornalistas LGBTQI+ na imprensa. O jornalista é autor do livro “Bicha!: A Homofobia Estrutural no Futebol” e coautor de “O Contra-Ataque: O Futebol É Uma Manifestação Cultural”.

João Abel comenta sobre homofobia nos campos
João Abel e seu livro “BICHA” (Foto: Divulgação/Catarse)

Durante a entrevista, João Abel comenta que torcedores LGBT’s precisam ouvir muita coisa desagradável, de homofobia nos campos e estádios e engolir a seco. “Bicha, viadinho, bambi, fresco, frouxo” são comentários recorrentes dentro do meio esportivo e afirma que a pauta é esquecida na maioria das vezes.

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Homofobia nos campos
Jornalista João Abel (Foto: Divulgação)

“Tenho uma série de amigos bissexuais —como eu— e gays que adoram discutir futebol, comprar a camisa do time e ir ao estádio, mesmo que esse seja um ambiente onde não são bem-vindos. Um homem não pode ir lá com o companheiro —se for, não pode demonstrar afeto.” Declarou.

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João reforça que as coisas precisam mudar e que a homofobia no futebol precisa deixar de ser uma pauta secundária e deve ser debatida e combatida. “Hoje, quando alguém grita ‘preto’ ou ‘macaco’ num estádio, a maioria das pessoas acha inaceitável. Mas há cinco ou seis anos a gente ouvia 50 mil pessoas gritando ‘bicha’ e até hoje muita gente acha que é algo cultural.” Completou.