Discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero, ou LGBTfobia felizmente é crime no Brasil desde a recente decisão do STF que equiparou a discriminação lgbtfóbica ao racismo.

Sabendo bem disso, o ativista LGBT Felipe Resende conseguiu, através da justiça e munido do print e link do comentário discriminatório, a condenação de um senhor homofóbico que o xingou de “bichona” na Internet.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

No post do Facebook onde a ofensa foi proferida gratuitamente, Felipe foi atacado pelo senhor que disse que ele “além de viado, ele tinha cara de drogado”.

A vítima não teve dúvidas. Tirou prints do comentário e foi à delegacia registrar queixa com as provas. Especialmente em delegacias especializadas que apuram crimes de discriminação (Decradi, por exemplo) ou de crimes cibernéticos, este tipo de procedimento acaba sendo de mais rápida apuração e solução.

Como funciona? Com o link do post (mesmo tendo sido deletado), a justiça entra em contato com a rede social que é obrigada a passar o IP do autor da postagem discriminatória à justiça. A partir daí é possível descobrir o endereço e dados do agressor, além de processá-lo criminalmente.

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Assim, o autor do post ofensivo à Felipe Resende acabou sendo localizado e teve que responder ao processo que rendeu uma indenização de R$ 10 mil  à vítima.

Na sentença, o juiz afirmou que discursos de ódio que atentem contra a dignidade humana não devem ser tolerados. Leia aqui a sentença na íntegra.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).