O humorista e comediante Gustavo Mendes em sua conta do Twitter, deu uma alfinetada em Carlinhos Maia que em plena pandemia de Covid-19, publicou que teria sido convidado para ser vacinado pelo governo de Alagoas.

Logo depois Carlinhos Maia afirmou que recusou a proposta de furar a fila e passar o grupo prioritário da vacinação: “Não acho justo com quem ficou em casa todo o esse tempo, não aceitei. Mas filmarei mesmo assim para incentivar ainda mais a vacinação dentro do público que me segue”.

Gustavo Mendes, famoso por suas personagens de cunho político, escreveu: “Oi, gente! Eu fui um dos convidados para tomar a vacina no meu estado, mas não acho correto com quem fez quarentena certinho. Agora preciso de outra mentira para me manter na mídia. Afinal, a exploração da miséria e distribuir dinheiro não estão colando mais com meu publico”.

Mendes falou com exclusividade para o Põe Na Roda sobre o papel do artista e a diferença entre o artista e o influenciador, mas ambos com ligação direta com o público, portanto, com obrigações e deveres:

“Odeio o termo influenciador, porque essa palavra carrega uma responsabilidade de alguém que influencia e isso pode ser para o bem ou para o mal. A minha opinião não é absoluta, mas o mínimo é que se espere que tenha empatia, basta analisar o cenário de forma superficial e entender o que se deve elogiar ou criticar”

“Não há lugar para pessoas em cima do muro. A gente tem responsabilidade pelas pessoas, quem nos deu notoriedade, fama, dinheiro, foram as pessoas e a gente tem responsabilidade com elas, estar em cima do muro é crueldade”.

Gustavo Mendes sobre a pressão do público

“Eu vejo com muita tristeza o público que pensa que o comediante não tem que se envolver com política. Essa associação sempre existiu, a gente sempre falou de política, eu aceito pedrada, a porrada, em prol de ensinar meu público. O humor é oposição sempre. Eu queria que meus colegas pensassem em responsabilidade intelectual”.