O Departamento de Estado dos EUA está recorrendo da decisão do tribunal que concedeu cidadania para um dos gêmeos de um casal gay do país.

Andrew e Elad Dvash-Banks, que, atualmente moram em Los Angeles, se casaram em 2010 e contrataram uma barriga de aluguel, no Canadá, para usar seus espermas e terem os bebês.

No entanto, depois da realização de um teste de DNA, o órgão concedeu para o casal apenas um passaporte, alegando que somente uma das crianças, Aiden, possui legitimidade para ter a cidadania americana. Isso porque Andrew é norte-americano e, também, seu pai biológico. Já a outra, Ethan, é filho de Elad, que é cidadão israelense.

Em janeiro deste ano, o casal, então, processou o Departamento de Estado do país para conseguir a cidadania da segunda criança.

O juiz distrital da Califórnia, Jhon F. Walter, entrou a favor de Andrew e Dvash. Para ele, como os dois se casaram na época do nascimento dos filhos, os gêmeos não precisavam estar biologicamente relacionados para obter a cidadania.

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Andrew, Elad e os filhos.

O diretor executivo da Immigration Equality, Aaron Morris, representante do caso, disse que toda essa confusão tem a ver com o fato de ser um casal gay. “Mais uma vez, o Departamento de Estado está se recusando a reconhecer os direitos de Andrew e Elad como casal”, afirmou ele, acrescentando que: “a decisão do governo de tentar privar Ethan de sua cidadania é inconstitucional, discriminatória e moralmente repreensível”.

O ação original explica que, ao se recusar a reconhecer a cidadania inata de filhos de casais do mesmo sexo, a política do Estado desconsidera, de forma inconstitucional, a dignidade e a santidade dos casamentos entre os gays.

Por hora, Ethan continua sendo um cidadão norte-americano. Um porta-voz do departamento disse ao Gay Star News que eles não comentam sobre processos pendentes.