Apesar da pressão crescente, o Google se recusou a derrubar um aplicativo de “cura gay” de sua loja online.

De acordo com a denúncia do Gay Star News, o app do Living Hope que a atração pelo mesmo sexo é mutável e pecaminosa, está disponível na Google Play Store para usuários do Android e é ilegal.

Procurado, o Google se recusou a se reunir com grupos LGBTI que querem encontrar os executivos da empresa cara a cara para expressar suas preocupações, informou o site Axios hoje (21 de março).

Tanto a Human Rights Campaign (HRC) quanto o Trevor Project fizeram esforços para entrar em contato com a gigante de tecnologia para remover o aplicativo “prejudicial”. Quase todos os grupos de saúde consideram a terapia de “cura gay” perigosa para a saúde mental e física de uma pessoa.

O grupo dono do aplicativo, sediado no Texas afirma que os “estilos de vida LGBTI” são prejudiciais e o comparam a um “vício”, “doença” e “pecado sexual”.  Em uma do aplicatico, existe uma página de conselhos, onde o autor diz “fique em contato com a igreja” e “deixar de acretidar na mentira de que você é diferente.”

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O CEO do Trevor Project, Amit Paley, disse ao Axios: “Estamos esperançosos de que as empresas de tecnologia reconheçam os danos que esses aplicativos causam quando promovem a terapia de conversão (cura gay).

“O Trevor Project ouve os sobreviventes da “cura gay” em crise todos os dias, e continuamos comprometidos em acabar com a prática prejudicial em todos os estados americanos e no mundo. Sabemos que isso contribui para um aumento do risco de comportamento suicida entre os jovens LGBTQ”.

Da mesma forma, um porta-voz da HRC disse que a organização tem pedido ao Google para remover o aplicativo. Eles acrescentaram que o aplicativo “ameaça a vida dos jovens LGBTQ e também viola claramente os próprios padrões da empresa. Até agora, o Google recusou, apesar de nossos avisos sobre os perigos.”

O HRC está avaliando se a decisão de não remover o aplicativo deve impactar a pontuação do Google no Índice de Igualdade Corporativa (CEI) anual do grupo. O CEI é uma classificação influente das posições de uma empresa sobre questões LGBTI. O índice está previsto para o final deste mês.

Da mesma forma, existe uma petição pedindo ao Google para banir o aplicativo foi fundada no início deste ano. Wayne Besen, diretor executivo da Truth Wins Out, iniciou a petição, que registrou 139.000 assinaturas.

Besen disse: “O Google não respondeu nenhum dos nossos e-mails, telefonemas ou tweets e parece pensar que eles podem apenas rezar para os gays. O Google está permitindo que um aplicativo homofóbico destrua vidas com o clique de um botão”.

O aplicativo já estava disponível nas lojas de aplicativos da Apple e da Amazon, mas eles já proibiram o aplicativo. No entanto, o Google permaneceu em silêncio sobre o assunto.

Uma petição separada, pedindo à Apple que restabeleça o aplicativo, tem 22 assinaturas.

O Gay Star News entrou em contato com o Google para comentar o assunto e até agora não teve resposta.