O ator George Clooney e sua esposa, Amal Clooney, declararam à imprensa durante o evento de caridade da Thomson Reuters Foundation que vão usar a sua popularidade para pressionar e lutar por justiça para mulheres, crianças, pessoas LGBT, minorias religiosas e jornalistas em todo o mundo.

Eles estão montando um novo programa para monitorar julgamentos e tribunais em todo o mundo que oprimem as pessoas LGBT e outros grupos.

Segundo a Reuters, a Clooney Foundation for Justice está lançando o TrialWatch este ano. O projeto visa “monitorar e criar um índice para rastrear quais países estão usando tribunais para oprimir as minorias e os críticos do governo”.

Clooney disse que os tribunais podem ser usados ​​para “coisas realmente podres”. O TrialWatch pretende “iluminar” o que está acontecendo nesses julgamentos.

“Agora, por exemplo, temos o maior número de jornalistas presos no mundo desde o início dos registros do programa”, disse a esposa do ator em um evento em Edimburgo. Amal Clooney, é uma advogada internacional de direitos humanos, é advogada da Doughty Street Chambers e representou gente como o fundador do WikiLeaks, Julian Assange.

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Ela disse que espera usar tanto a fama quanto o poder do marido para fazer o bem. “Ajuda quando queremos envolver governos para agir ou líderes empresariais”, disse a advogada britânica-libanesa.

O casal, que se casou em 2014, fundou a a Clooney Foundation for Justice em 2016, com o objetivo de proteger “os direitos de indivíduos injustamente visados ​​por governos opressores através dos tribunais”.

A fundação tem como missão “promover a justiça para as comunidades marginalizadas e vulneráveis ​​alvo de ódio; justiça para as crianças privadas de oportunidades de aprender; justiça para os refugiados que procuram reconstruir as suas vidas no estrangeiro”.

O poder dos tribunais

Os tribunais têm a capacidade de ditar leis em países e legalizar proteções para pessoas LGBTI – ou o contrário. Eles podem decidir sobre a criminalização do sexo gay; tomar decisões sobre a proibição militar transgênero de Donald Trump; ou a criminalizaçãoda Homofobia no Brasil que está em julgamento pelo STF. A nível individual, os tribunais podem conceder direitos a indivíduos transgénero ou casais de lésbicas perseguidos nos seus países de origem.