Um jovem gay que ficou traumatizado para toda vida toda após um crime de homofobia brutal exigiu “penas mais duras” para os agressores.

Ryan Turner, de 24 anos, foi deixado inconsciente por Brandon Forrester, 19, durante o ataque brutal que aconteceu no dia 13 de julho de 2019, em Preston, Lancashire.

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Antes da agressão, Forrester e outros no grupo disseram a Turner que “ser gay é errado” e que ele e seus amigos deveriam “morrer”.

Forrester finalmente agora – 18 meses após o acontecido – foi condenado após julgamento a nove meses em um centro de detenção juvenil pelo juiz David Potter por agressão motivada homofobia. Anteriormente, ele havia tido a pena inicial suspensa por um juiz que não considerou sua detenção necessária.

Falando sobre a condenação no Good Morning Britain na sexta-feira (19 de fevereiro), Turner desabafou: “Ainda tenho muito que construir para mim mesmo, preciso voltar ao trabalho e me arrastar pra isso. Mas em comparação com antes, agora me sinto melhor.”

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Quando questionado sobre como ele se sentia sobre seu agressor quase conseguindo se livrar da prisão, Turner disse: “Definitivamente deveria haver penas mais duras! Quero que as pessoas saibam que existem opções e apoio para qualquer pessoa que esteja passando por uma situação semelhante. Devemos buscar justiça!”

Homofobia: Jovem agredido dá entrevista à jornal. (Foto: Reprodução / Youtube)
Homofobia: Jovem agredido dá entrevista à jornal. (Foto: Reprodução / Youtube)

Então ele aconselhou a jovens gays: “Continue sendo você mesmo porque não há nada de errado com isso.”

Ele acrescentou: “Nunca tive problemas com a minha sexualidade, tenho um grande grupo de amigos e minha família me dá muito apoio, então eu nunca tinha imaginado passar por algo assim”.

O agressor do crime de homofobia alegou que não tinha como alvo o homem gay por causa de sua sexualidade. No entanto, os magistrados decidiram que o ataque foi na verdade sim um crime de ódio motivado por homofobia.

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Falando ao Chorley Guardian sobre o impacto do ataque, Turner disse: “A suspensão da pena foi como um segundo ataque homofóbico.”

Com os ferimentos em seu corpo, ele acabou desistindo da carreira de modelo e seu trabalho como drag queen paralelamente até o final do ano passado, tudo que pretende retomar agora superando o trauma do ataque homofóbico.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).