Nigel Shelby, um estudante de apenas  15 anos, morreu por suicídio após  sofrer constante bullying homofóbico em sua escola.

Shelby tirou a própria vida em 19 de abril em Hunstville, Alabama, nos Estados Unidos. Segundo informou o Gay Star News, o estudante do 9º ano enfrentava muitas provocações por parte de seus colegas na sua escola, Huntsville High School.

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Nadia M. Richardson, que também estudou na instituição, começou agora uma campanha de conscientização sobre saúde mental e bullying, chamada ‘No More Martyrs’ (Sem Mais Mártires) afim de conscientizar alunos após o trágico acontecido.

“Ainda estou processando essa perda”, escreveu ela sobre a morte de Shelby. “Temos muito a entender e muito trabalho a fazer. Racismo, sexismo, homofobia, classismo; tudo isso faz parte da sociedade. O bullying é um subproduto de um mundo mal preparado para acolher quem é diferente”, disse ela.

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Como resultado, a pressão psicológica e exclusão social, deixa muitas vítimas isoladas, cria uma auto-repulsa de si mesmo e deixa estas pessoas deprimidas, muitas chegando a este ponto.

“Não evite as conversas necessárias sobre o assunto com estas pessoas. A consequência é muito cara”, alertou Nadia em entrevista à imprensa falando sobre o caso.

Shelby se suicidou após sofrer bullying homofóbico constante.

Huntsville também é conhecida como ‘Rocket City’ porque já hospedou inúmeras missões de foguetes do governo. Os organizadores da Parada LGBT da cidade, a Rocket City Pride também se manifestaram contra o bullying homofóbico.

“Estamos de coração partido com a morte de Nigel Shelby, um aluno de 15 anos da Huntsville High School”, escreveram os organizadores da Pride no Facebook.

Uma página do GoFundMe esperava arrecadar US $ 10.000 para ajudar a mãe de Shelby a arrecadar dinheiro para cobrir as despesas do funeral. As doações excederam essa meta e arrecadaram mais de US $ 14.000 em apenas dois dias.

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Se você ou alguém que você conhece precisar de ajuda com a saúde mental, visite esta lista de recursos globais.

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Criador Põe na Roda, canal do youtube de humor e informação LGBT desde 2014, com mais de 150 milhões de visualizações e 1 milhão de inscritos. Autor do livro "Um Livro Pra Ser Entendido", que desmistifica questões do mundo gay e sobre ser LGBT para todos os públicos. Também foi roteirista de TV (Amor & Sexo, Adnight, CQC, Furo MTV) e colunista (Folha de S. Paulo).