A França derrubou a restrição de doação de sangue para homens que teriam mantido relações homossexuais em até um ano.

Em 2016, o país já havia acabado com uma proibição de trinta anos para esses casos. No entanto, só permitia que os homens doassem sangue se tivessem se abstido de sexo com outro homem por 12 meses.

Nesta quarta-feira (17), a ministra da saúde, Agnès Buzyn, anunciou que a França reduziria o “período de deferimento” para quatro meses. Isso se aplica às pessoas que se abstiveram de sexo ou estavam em um relacionamento sexual monogâmico.

Buzyn disse que a decisão de mudar a lei foi baseada em evidências científicas, objetivas e independentes. As mudanças entrarão em vigor a partir de fevereiro de 2020.

A proibição de doação de sangue para homens gays ou bissexuais começou em todo o mundo no auge da epidemia de HIV e AIDS.

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Ativistas da causa argumentam que as proibições e os períodos de diferimento são discriminatórios. Defensores de todo o mundo argumentaram que as mesmas regras não se aplicam a pessoas heterossexuais não-monogâmicas. 

Além disso, a tecnologia de triagem de sangue avançou, podendo rastrear com mais eficácia o HIV, tornando as proibições redundantes.

A iniciativa de Igualdade de Sangue dos EUA diz que eles “reforçam os estereótipos negativos sobre gays e bissexuais, particularmente que a AIDS e o HIV são ‘doenças gays’”.

“Isso sustenta a falsa percepção de que pessoas heterossexuais têm baixo risco de infecção pelo HIV, enquanto permite que indivíduos que participam de comportamentos de alto risco, mas que não se identificam como gays ou bissexuais, doem sangue. Isso não faz sentido ”, disseram os ativistas.