McKrae Game, ex-líder de um dos maiores grupos de terapia para a “cura gay”, chamado Hope for Wholeness, contou em entrevista ao The Guardian que sofreu uma lavagem cerebral. As informações são do portal Gay1.

Atualmente abertamente homossexual, Game disse que saiu aos 18 anos e se aproximou de seu vizinho: “Estava tomando uma cerveja com ele uma noite e perguntei se ele era gay. Eu contei a ele que eu sempre me perguntei se eu era”.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Nessa noite, os dois tiveram uma relação pois queriam saber como era se relacionar com um homem. Porém, Game se sentiu incomodado: “Quando eu era criança, a palavra ‘gay’ era um insulto; Eu só ouvi coisas negativas sobre a vida homossexual“.

Devagar, os dois conseguiram entender suas sexualidades e namoraram por um tempo. Eles estavam prestes a começar a morar juntos quando seu namorado disse que havia matado uma pessoa atropelada ao dirigir bêbado e havia sido condenado a oito anos de prisão: “Eu estava apaixonado por ele, mas ele foi tirado da minha vida”.

VEJA TAMBÉM:  Chapa “pró cura-gay” perde as eleições para Conselho Federal de Psicologia

McKrae ficou assustado com a ideia de ficar sozinho e começou a se encontrar novamente através da igreja: “Quando um amigo e sua esposa me dissera para ir à igreja, decidi dar uma chance. Depois de alguns meses, senti que eu tinha encontrado algo significante: Eu acreditava que Deus me amava e tinha um plano pra mim – e esse plano não incluía homossexualidade“.

Depois, ouvindo um programa de rádio, Game escutou uma propaganda pra uma conferência cristã direcionada aos LGBTQ+ que dizia: “Se você é e não quer ser, mude”. Ele foi até o local e conheceu um conselheiro de um grupo de apoio a homens que buscavam “sair da homossexualidade”: “Discutimos como eu poderia ser mais masculino e sair com mulheres novamente. Eu o vi nos oito anos seguintes”.

McKrae conheceu uma mulher na igreja, se casou e iniciou seus trabalhos como conselheiro para “ajudar” pessoas LGBTQ+. Após um tempo, decidiu iniciar seu próprio grupo de terapia: “Sentia como se estivesse em uma missão de Deus. Aconselhei centenas de clientes por mais de 28 anos. Mas enquanto dizia aos outros para reprimir sua sexualidade, ainda estava lutando com a minha“.

VEJA TAMBÉM:  Livro reúne relatos de quem passou pela “cura gay”

Após um tempo, o presidente do conselho do ministério descobriu vídeos pornôs gays em seu escritório e demitiu Game: “Percebi que tinha sido usado como uma ferramenta pela igreja. Ele queria dizer: ‘Olha, esse cara mudou, você também pode.’ Mas eu não havia mudado. Cerca de 18 meses depois que fui demitido, postei no Facebook: ‘Não tenho espaço para o ódio no meu coração. Eu sei que não sou anti-gay. Eu sou gay. Eu recebi centenas de mensagens. A maioria das pessoas ficou agradecida, mas algumas ficaram com muita raiva”.

McKrae Game concluiu que toda a experiência não o afastou de Deus e que agora quer “ajudar a igreja a amar e aceitar as pessoas, independentemente de sua sexualidade”: “Sinto como se tivesse escapado de um culto: fiz uma lavagem cerebral por 28 anos. Agora posso começar a explorar quem sou autenticamente”.

Avatar
22 anos, geminiano, mineiro, jornalista formado pela UEMG. Apaixonado por música e artes de modo geral. Ex-bailarino na teoria mas danço nas festinhas bastante. Sonho em ser amigo da Rihanna e da família da Beyoncé. Provável futuro ex-bbb e quem sabe vencedor da Fazenda.