Michael Troina, de 28 anos, estagiava no Corpo de Bombeiros de Nova York e durante meses sofreu com ataques homofóbicos por parte da corporação. Após um processo aberto em 2018, ele conseguiu um pagamento no valor de US$80 mil dólares pelos traumas causados pelos ex-colegas de trabalho.

De acordo com o processo, Michael era assediado diariamente, “incentivado a fazer sexo com uma stripper” e ainda zombavam dele por ser um “homem gay afeminado”. Quando seus colegas descobriram que ele gostava de jogar videogame, o chamavam constantemente de “retardado” e “perdedor”.

O caso se tornou ainda mais sério após Michael alegar que chegou a relatar sobre as agressões psicológicas a seus superiores, mas foi completamente ignorado.

O ex-bombeiro também conta que foi vítima de punições bizarras como “comer (sim, COMER), suco de laranja com um garfo usado em 12 refeições diferentes“, além de ter seu carro vandalizado.

(Colocaram) manteiga de amendoim em todas as maçanetas da porta, espalharam óleo e sabão por todo carro, lixo e papéis foram colocados nas janelas e caixas e fios estavam estrategicamente localizados para bloquear o acesso à porta do veículo“, relata o processo.

VÍDEO NOVO DO PÕE NA RODA:

Após comunicar sobre esse incidente a seus superiores, Michael conta que foi recebido com mais retaliação. Em dezembro de 2016, ele foi demitido (o Corpo de Bombeiros alega que ele se demitiu).

Os abusos sofridos fizeram com que ele desenvolvesse ansiedade, o que o levou direto para a terapia.

Em um comunicado oficial, um porta-voz do Corpo de Bombeiros de Nova York disse: “Levamos muito a sério qualquer caso de má conduta, e resolver este caso foi o melhor pra todos. Nossa corporação possui uma política rígida de combate ao bullying e responsabilizará a equipe sempre que essa política for violada “.